sábado, 13 de março de 2010

Diário de bordo Oficina Satyros-1



Para quem estava ansioso para saber como foi o primeiro dia de oficina do grupo Satyros, confesso eu que estava ansioso para relatar.
Em primeiro devo falar que tive uma oportunidade única de estar em um grupo com atores coesos, diversos, disponíveis e interessantes.
Temos pessoas de Porto Alegre, São Caetano, Taubaté e até eu de Goiás. A mistura de sotaques e culturas enriquecerá o processo que se dá de forma livre (disse livre e não libertina).
À procura pela oficina foi muito grande e dividimos o grupo inicial do dia 6/03/10 em dois. Hoje nos reapresentamos e conhecemos nosso orientador. A tarefa foi dada ao ator Fábio Penna que está no grupo há quatro ou cinco anos disse ele. "Penna com dois n, fica mehor"ressaltou Penna.
Bom, voltando ao processo. No dia de hoje nos foi pedido um dramaturgo, a maioria do grupo escolheu adivinhem quem: Marquês de Sade. -Que surpresa não?! Pensando que nos já somos admiradores do trabalho feito por Ivan Cabral E Rodolfo Garcia Vázquez, não poderia ser muito diferente.
Sem auxilio de luz e sonoplastia o grupo se entrosou e entrou no universo de Sade.
Primeiro entramos no ponto em comum. As palavras que melhor definem essa atmosféra. Sexo, Luxúria, prazer, viceral, moral, amoral...

O local:Um cabaré
As personagens:Habitantes desse espaço
Conflito:Um passante conheçe o local

Inúmeras situações surgiram desse conflito. Os atores se escutaram e o espaço foi bem dividido. Houve entrega e observação. Nosso orientador ficou satisfeiro e se mostrou surpreso com a qualidade do resultado.
Fiquei feliz, entregue e aguardando o próximo sábado...de A Saga Satyriana!


Diário Oficina 2

Intervenções teatrais agitam sábado de São Paulo


O dia de oficina de hoje resumo em uma palavra: inusitado. Nossa turma foi transferida para outro espaço, o NEXT que fica na rua Rêgo Freitas. A proposta foi um exercício de improviso. Divididos em três grupos de quatro atores decidimos em tema livre qual seria a cena a ser realizada, cada um com seu diretor.
A sala em que estamos é toda branca e possui quatro janelas amplas que vão do teto ao chão e é possível ser visto da rua e dos prédios vizinhos.
Olhando o espaço, eu que fui escolhido para a direção do meu grupo. Minha proposta foi fazer nosso exercício na janela. A cena se tornou intervenção. Sem camisa os atores falavam frases de poetas e poetisas de forma desencontrada e gritavam versos e cenas na janela do centro de São Paulo. Passantes, pedestres e vizinhos de janelas, quartos e sacadas acompanharam e...gostaram. Falamos Cora, pensamos em Meireles Coralina, Antonin Álvares, Artoud Azevedo.
O segundo grupo não ficou para trás fez uma cena em que um casal de homens se atracavam e a namorada de um deles descobria e agredia um dos rapazes. A diferença está porque nós como público estávamos dentro do prédio e assistimos da janela de cima para baixo os atores na rua. A senhora que cuida do prédio não queria permitir que eles entrassem, tamanho foi a verdade da encenação.
O terceiro grupo fez uma cena dentro da sala que tinha como tema a intriga, o fuxico, o segredo íntimo de cada um, que desvendado socialmente traz angústia, sofrimento, alívio.
O que não se esperava foi contar com a participação de uma simpática vizinha que nos cedeu o apartamento dela que fica em frente nossa janela para mais uma cena. Cinco atores fizeram cenas do cotidiano, que aconteceram ao mesmo tempo em três janelas paralelas. Contamos com a participação da vizinhança e o resultado foi ótimo. O exercício se tornou intervenção e verificamos a principal característica desse grupo e pra mim a mais importante em qualquer trabalho: disponibilidade.
Parabéns à todos! Até sábado que vem!


Diário de bordo 27/03/10

Essa semana o diário não tem muitas surpresas e inovações. Divididos em dois grupos fizemos dois exercicios de improviso. O primeiro trabalhamos sensações. Um grupo de olhos fechados deitados no chão, o outro fazia a cena. O primeiro grupo no qual eu fiz parte tinha como local um banheiro e o que pode acontecer dentro dele. Situações cômicas foram criadas, desde jogar água nos atores deitados e falar que estavamos urinando até arrotar nos seus ouvidos. Bizarro? Não... apenas sensorial...O segundo grupo criou uma situação que me deu aflição. Cadeia, grades e pessoas presas. Percebi que tenho uma tensão de locais fechados e demorei a me concentrar, mas consegui entrar no jogo e na proposta. Relaxei e me diverti, porque o drama virou comédia. Uma presa que era estuprada urrava, quando o carcereiro para ela grita:
- Porra vai parar? Como assim? Volta aqui filho da puta! Rolei no chão em cólicas de risos.

O segundo exercicio de improviso propôs duas situações em locais inusitados. O primeiro uma Drag realiza uma missa. Equipe de reportagem, freiras cantoras e a drag fizeram as pessoas se divertirem. Criamos vários focos e os atores se ouviram. O próximo grupo trazia o grupo Rouge no programa Casos de Família, com direito a análise psicológica e tudo mais. Diversão garantida, com discussões, ego, relacionamentos e publicidade ao vivo.
Encerramos com um relaxamento e estamos em busca de textos para nossa montagem. Minha sugestão é Jean Jeanett. Sábado próximo é feriado...a idéia é um encontro de cenas, música, cerveja e poesia. Viva Dionísio!

4 comentários:

  1. Legal ver você feliz... é tão bom fazer o que se gosta!
    Ótimo domingo alê!

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  2. Que inveja boa de você!
    Fazer oficina com essa galera é bastante nutritivo, eu diria; e potencializará mais ainda seu talento!

    Te amo!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Aleeeee exclui a postagem de cima sem querer...kkk
    vc esqueceu de falar que fomos expulsos depois de nossas intervenções na rua....kkkk
    amei ser expulsa de lá....d++++..

    bjos..Talita

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