segunda-feira, 26 de abril de 2010

Amigas, Pero no Mucho

Elas estão saindo do shopping






O espetáculo Amigas, pero no mucho esta com sua última semana no Teatro Frey Caneca. O elenco conta com Leopoldo Pacheco, Eucir de Souza, Romis Ferreira e Elias Andreato. O texto de Célia Regina Forte causa reação e identificação das mulheres presentes logo de cara. Muitas chegam a completar frases das personagens. A direção de José Possi Neto é impecável e trabalha com elementos imaginários e do realismo. A cenográfia de Jean - Pierre Turtil é usual e a iluminação divide bem as casas das quatro amigas. O trabalho do ator é o centro da direção. Com apenas quatro perucas e acessórios acrescentados ao figurino de base neutra preta, a peça que tem sonoplastia feita ao vivo pelo pianista jonatan Harold arranca risos e reflexões. Com casa cheia, o espetáculo está há tres aos e meio em temporada e a platéia vai ao delirio.




Palmas, gritos e aplausos para a Fran de Elias Andreato. O único problema é o salto...mas elas são finas e nunca descem... podem cair uma, duas ou até mais vezes...mas descer do salto nunca! Como disse Elias durante o espetáculo - Acho que me exponho demais...
Esse jornalista ator se rendeu as gargalhadas e não economizou suspiros e risadas.
Confiram!

Fotos: Alexandre Andrade e Selma Morente

A Índia é aqui

Sandra Tonelli volta ao Di Lounge




Para quem gosta do colorido, dos brilhos, panos e afins segue a dica para esta terça-feira. Ao som da música indiana voce confere a dança e a cena de Sandra Tonelli, dia vinte e sete de abril a partir das 22:30h, no Café Bar Di Lounge.



A cultura indiana é apresentada de forma diferente e contemporânea com muita força, sentimento e energia. Para bebericar, escutar boa música e se divertir bastar ir na rua Girassol, 273, Vl Madalena! Confira na foto um pouco da produção da artista. Maiores informações no site: www.dicafelounge.com.br
Uma boa pedida pra começar bem a semana!

domingo, 18 de abril de 2010

Critica Alembrar

Vila longe mais perto



O espetáculo Alembrar faz duas apresentações únicas realizadas em parceria com o Ministério da Cultura neste fim de semana. A peça faz parte do repertório do grupo Forte Casa Teatro. O enredo busca discutir a memória, as histórias, as tradições da terra e a cultura de um povo.
A direção de Rebeca Braia é minuciosa e faz o tema ser forte e delicado. Comovente e divertido. Os atores todos tocam instrumentos variados e cantam ao vivo. A direção musical é do veterano Luciano Carvalho.
O elenco traz a atriz Erika Coracini que arranca risadas com seu bêbado Walter,



Natália Grisi está incrivel como o menino. Seus maneirismos, trejeitos e voz. Linda a composição realizada pela atriz. Magê Blanques dá longos suspiros a espera do principe encantado que vai leva- la embora de Vila Longe e Wilson Mandri se reveza em duas personagens, mas é a solteirona Bernardete que deixa o público em risos soltos. O ator realiza ótima concepção em seu trabalho.
Os figurinos feitos por Magê Blanques são lindos e usuais. A direção aproveita muito bem o recurso e enriquece ainda mais o projeto de encenação.
A iluminação completa o universo poético e faz com que todos entrem no barquinho do menino. Uma viagem rumo ao desconhecido com tudo que se precisa recordar sobre Vila Longe. Vamos torcer para que a trupe volte logo aos nossos palcos com a moça do rio, sua cachaça e outras histórias. Um presente teatral para todas as idades.



Teatro: Denoy de Oliveira
Horário: Sábado (17/04) 21hs
Domingo (18/04) 20:30 hs
Entrada Franca

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Noel, o poeta da Vila e seus amores

Com que roupa eu vou




Para os amantes da música popular, entra em cena o espetáculo "Noel Rosa, o Poeta da Vila e seus Amores". Com texto de Plínio Marcos e direção de Dagoberto Feliz a peça pode ser conferida até o dia nove de maio no Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. A intenção do roteiro é privilegiar as músicas de Noel, com cenas dramáticas e personagens importantes da década de 30. Com preço popular de apenas R$ 5,00 a peça garante a inclusão social na arte. Faço questão de conferir.




Para saber mais informações acesse:

noelpoetadavila.blogspot.com
www.nucleobartolomeu.com.br


Fotos: Bárbara Campos

domingo, 4 de abril de 2010

Imagem da semana

No tabuleiro da bahiana






A palavra bonsai é japonesa e significa árvore em uma bandeja. A arte milenar que tem suas técnicas e segredos transmitidos de geração para geração é apreciada por todos os passantes do tradicional bairro da Liberdade, em São Paulo. Essas pequenas árvores são consideradas como a essência mágica das florestas. O famoso bairro é conhecido não apenas pelos bonsais comercializados na Feirinha da Liberdade aos domingos durante o dia, mas também pela mistura de culturas e etnias presentes.
Coreanos, japoneses e chineses. Bahianos, pernambucanos e até peruanos. Com a forte presença e riqueza da cultura oriental é possivel ver entre os galhos retorcidos um pouco de Brasil. A bahiana entre os bonsais, seu tabuleiro, simpatias e jogos de amor. Esta é a imagem da semana entre a parada para um café e as garfadas no yaksoba. Foto de Alessandro Moura.

Critica Policarpo Quaresma

Yes, nós temos bananas







Patriotismo, ideologias, loucura, política e poder. As discussões sociais colocadas em panos brancos e o romance de Lima Barreto mais autêntico e atual do que nunca. O espetáculo de Antunes Filho, "Policarpo Quaresma" chega ao palco do SESC Consolação de São Paulo para questionar. A arte com seu papel fundamental de causar reflexão e crítica social.
Inspirado no romance de Lima Barreto " O Triste Fim de Policarpo Quaresma" a peça que possuí um elenco grandioso tem Lee Thalor, que interpreta o papel principal. Todos os atores possuem uma grande sintonia de cena. Seus instrumentos foram muito bem utilizados pela direção. O corpo permite lindas cenas plásticas aos olhos do público e os recursos da voz esgotados ao máximo. O som é retirado de todas as formas do corpo e temos desde um sapateado nacionalista até um tango dançado por dois homens em seus respectivos papéis.Com direito a vestido vermelho e salto alto. Os muitos atores e atrizes se revezam em muitas personagens se tornando difícil a observação de quantos integram o elenco. O trabalho com bonecos e máscaras facilitam a multiplicação de atores.
Cadeiras, fitas e engenhocas de máquinas malucas se movem em uma dança sincronizada pela direção, tornando as marcações de cena um grande baile.
A luz não sofre alteração até quase o fim do espetáculo, onde se inicia um momento de penumbra. Acredito que a ausência da utilização dos recursos de iluminação compromete a compreensão de algumas passagens de tempo e espaço.
O figurino é usual, define época em certos momentos e em outros demonstra ser atemporal. É rico e ajuda o elenco no manuseio de trocas muito rápidas ainda em cena e fora dela.
Sem cenografia alguma o trabalho do ator é o principal elemento de Antunes Filho. A trilha possui recursos de aúdio distintos em estilo. Em momentos temos música tocada e cantada ao vivo.
Com cerca de duas horas de duração o espetáculo não pode ser chamado de cansativo, porém é longo. Muitos bocejos, idas ao banheiro e remexidas nas cadeiras. No quase fim da quaresma confiro Policarpo e digo:- Yes, nós temos bananas!
O SESC se mostrou desorganizado antes da apresentação, não houveram programas para todos e muitos convidados ficaram do lado de fora por conta de uma burocracia desnecessária. Jornalistas e parentes de atores com convites pré- confirmados ou reservados tiveram a surpresa no segundo sinal. Um detalhe esse repórter não pode deixar de falar, o teatro com 350 lugares, tinha umas dezenas de espaços vazios. Um triste inicio de Policarpo.



Policarpo Quaresma - Sesc Consolação. Rua Dr. Vila Nova, 245. Tel. (011) 3234-3000. 6a. e sáb., 21h; dom., 19h. R$ 20. Até 6/6.


Foto: Divulgação SESC Consolação- CPT

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sandra Tonelli no Di Lounge




A dança e a cena de Sandra Tonelli podem ser conferidas dia seis de abril a partir das 21h, no Café Bar Di Lounge. A cultura indiana é apresentada de forma diferente e contemporânea com muita força, sentimento e energia. Para bebericar, escutar boa música e se divertir bastar ir na rua Girassol, 273, Vl Madalena! Confira na foto um pouco da produção da artista. Maiores informações no site: www.dicafelounge.com.br

Critica Lamartine Babo

Canções que embalam sonhos




Uma passagem de som aberta ao público. Assim me senti logo que entrei no Espaço do CPT onde se apresenta "Lamartine Babo, um Musical Dramático". O texto de Antunes Filho é poético, irônico, provoca um riso amarelo e chega a nos conduzir por momentos de emoção chorosa. A direção de Emerson Danesi aproveita todos os planos, dá destaque para todo elenco e convida a platéia a participar do espetáculo. É fácil ouvir senhoras balbuciando palavras e cantarolando marchinhas. A direção musical de Fernanda Maia é impecável. É lindo ver a junção de música, cena, voz e composição das personagens. O ator Marcos de Andrade, interprete de Silveira está deslumbrante em cena e se transforma inclusive fisicamente. Aplausos para Domingas Person que nos faz tirar boas risadas com Dália e com a linda Constância de Natalie Pascoal. A atriz nem de longe lembra que tem seus vinte e poucos anos. A voz de Sady Medeiros também deve ser aplaudida. Seus agudos possuem uma doçura ímpar o que concerteza dará o que falar nesta e em outras cenas da Paulicéia. O figurino tem pesquisa e a cenografia é usual. O ator em cena é o foco. A luz chapada causa incomôdo nas primeiras cenas, depois nos sentimos convidados a sentar e ver os balões coloridos e papéis picados de Lala. Um encontro marcante com hinos de futebol, amores de outros tempos e cantores do rádio.


Foto: Emidio Luisi