
Uma passagem de som aberta ao público. Assim me senti logo que entrei no Espaço do CPT onde se apresenta "Lamartine Babo, um Musical Dramático". O texto de Antunes Filho é poético, irônico, provoca um riso amarelo e chega a nos conduzir por momentos de emoção chorosa. A direção de Emerson Danesi aproveita todos os planos, dá destaque para todo elenco e convida a platéia a participar do espetáculo. É fácil ouvir senhoras balbuciando palavras e cantarolando marchinhas. A direção musical de Fernanda Maia é impecável. É lindo ver a junção de música, cena, voz e composição das personagens. O ator Marcos de Andrade, interprete de Silveira está deslumbrante em cena e se transforma inclusive fisicamente. Aplausos para Domingas Person que nos faz tirar boas risadas com Dália e com a linda Constância de Natalie Pascoal. A atriz nem de longe lembra que tem seus vinte e poucos anos. A voz de Sady Medeiros também deve ser aplaudida. Seus agudos possuem uma doçura ímpar o que concerteza dará o que falar nesta e em outras cenas da Paulicéia. O figurino tem pesquisa e a cenografia é usual. O ator em cena é o foco. A luz chapada causa incomôdo nas primeiras cenas, depois nos sentimos convidados a sentar e ver os balões coloridos e papéis picados de Lala. Um encontro marcante com hinos de futebol, amores de outros tempos e cantores do rádio.
Foto: Emidio Luisi
Mais uma vez, uma descrição quase visual e sentimental (de sentimentos) do espetáculo em questão. Fiquei com vontade de ver, mas moro no Rio, né?
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