
É preciso amar as pessoas
Uma mesa, as máscaras do teatro, os objetos de cena colocados com a delicadeza da qual se conta uma vida inteira. Desabafo. Um ator e uma coletânia de textos de grandes e celébres autores. Manuel Bandeira, Artaud, Brecth, Shakespeare, Nietzsche, Maiakovski e Goethe. De forma orgânica os textos, fragmentos e poemas são costurados em um enredo que fala sobre a condição do eu ator, o amor e a loucura. A reflexão que causa no nosso universo de artista nos faz sair do teatro em processo de digestão. O público se emociona ao ver a encenação e o sentir de Elias Andreato em seu espetáculo solo.
Elias que assina também a direção tem um trabalho formidável que da gosto de ver e imaginar cada passagem. O barquinho, a namorada, o cidadão comum. Se o artista quer escrever seu nome no tempo, Elias está escrito em letras garrafais. No fim Elias agradeçe a presença da platéia. O retorno vem nos gritos de uma senhora:- Nos que agradecemos, volto semana que vem! Aqui, eu, jornalista e ator agradeço também: -Obrigado pelo presente de ter em cena e de causar reflexão em tempos de crise artistica. Atores se fazem descartavéis. O teatro um bem de consumo e perde sua forma de manifesto cultural e social.
O espetáculo segue temporada de mais tres semanas no Rio de Janeiro, no teatro Tom Jobim.
Foto de divulgação: João Caldas
Informações:
(21) 2274-7012
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